Turismo acessível: a rede institucional que a Passaporte Acessível articulou em 13 estados
Ao lado de Jéssica Paula, ajudamos a rede a chegar a mais gestores públicos e operadoras de turismo em todo o país.
Jéssica Paula já percorreu mais de 200 mil quilômetros em 37 países. Atravessou os Lençóis Maranhenses a pé. Foi a primeira mulher paraplégica a escalar o Pão de Açúcar. Poucas pessoas no turismo brasileiro carregam tanta autoridade prática sobre o que falta no turismo acessível quanto ela. E é por isso que a Passaporte Acessível, sob liderança dela, mapeia, avalia e certifica acessibilidade em destinos e estabelecimentos turísticos pelo país.
Conhecíamos a Jéssica de outros encontros do setor, muito antes de qualquer contrato existir. Quando ela conquistou o trabalho com a Prefeitura de São Paulo, entramos ao lado dela: cinco meses de frente comercial, para que a Passaporte Acessível chegasse a mais gente e mais lugares.
Um discurso não serve para dois públicos
O trabalho não pedia o mesmo argumento duas vezes. Cada rede perguntava outra coisa.
Na AMITESP, que reúne prefeituras de interesse turístico em São Paulo, Jéssica falou aos gestores municipais na Academia AMITESP, em Mairiporã: acessibilidade não é diferencial, é parte da experiência turística. Para quem decide política pública, isso virou leitura estratégica e o encontro gerou outras ações conjuntas com a entidade.
Na BRAZTOA, que reúne operadoras de turismo, a pergunta era outra: não política pública, eficiência de produto. Jéssica levou para dentro do negócio os temas de deficiência, neurodiversidade, mobilidade reduzida e envelhecimento da população, e deixou uma provocação no ar: quanto sua operação perde por barreira que ninguém enxerga?
Foi assim, entidade por entidade, discurso ajustado para cada uma, que a rede cresceu.
O que ficou depois do encontro
A parceria com a Prefeitura de São Paulo virou o Guia de Bolso de Turismo Acessível, 40 páginas que hoje treinam os guias do programa Vai de Roteiro. Somando AMITESP, BRAZTOA e as outras cinco entidades articuladas junto (ABAV-SP, APRECESP, ABETA, CVB-RJ, Fórum de Empresas LGBTI+) o impacto pode alcançar 1.196 organizações em 13 estados.
Nenhuma dessas conversas nasceu de campanha. Nasceram de entender o que a Jéssica e a Passaporte Acessível já carregavam de experiência real, e decidir entrar junto.
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